Preâmbulo de um candidato a perambulante
Viajar é um exercício de memória, mas ao contrário. Porque é esquecer tudo. É fazer do conhecimento tábua rasa para viver tudo de novo. É apagar a visão do mundo que me deram 31 anos de vida. É desprezar conceitos, preconceitos, imagens e ideias que de mim fazem parte. É despir-me num salto para uma água límpida que inaugura o recomeço. Para que me possa recordar de um esquecimento que ainda não vivi.

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