Para a Marcia e Jose Luiz
Chegada a Australia. Dia 2 de Janeiro, apos uma noite em branco no aeroporto de Christchurch - que eh como quem diz A Igreja de Cristo.
Decidimos nao dormir no Back Packers B&B porque teriamos que acordar as 3 da manha para apanhar o voo das 6h30m. Numa viagem destas, em que todos os tostoes ( e centimos!!) contam, isso seria um luxo. Ficamos, por isso, no terminal das chegadas domesticas - o unico aberto a partir da meia-noite - numa longa espera para o dia seguinte.
Ao principio queriamos deitar-nos sobre os bancos, mas tivemos alguma vergonha: ah e tal, parece mal, eh melhor nao... Enquanto debatiamos a questao, logo uma dezena de pessoas se ajeitou nos melhores cantos daquele terminal para prontamente tirar uma boa sesta...
Ou seja, ao bom estilo portugues, enquanto nos debatiamos a questao, os outros faziam... he he
Depressa perdemos a vergonha e logo tomamos conta de um pedaco de alcatifa junto a um rent-a-car... A Cristiana adormeceu logo, eu fiquei a ler o jornal feito sentinela. As 4 am, abriu o terminal das partidas e, apos uma amostra de pequeno almoco (dois croissants mistos para o Ricardo e apenas um com queijo para a Cristiana) prosseguimos para o check in, que acabara de abrir...
Olhamos um para o outro, comentando que esta seria a primeira vez que faziamos um check in tao cedo. Claro esta que pedimos tudo a que tinhamos direito (e que afinal nao era assim tanto): extra leg room - ou seja, lugar numa saida de emergencia que daria para esticar as pernas mais uns bons 50 centimetros, pelo menos...
Quando entramos no aviao umas horas depois, verificamos que tinhamos que estudar (poxa, estavamos de ferias!) o plano de emergencia do aviao, que nao podiamos colocar a bagagem de mao por baixo do banco da frente e que, afinal, o espaco extra era de apenas mais uns 15 centimetros e isso era porque nao dava para reclinar o banco. E pior do que tudo, nao nos podiamos descalcar...
Estavamos ja a imaginar o sono descansado que iriamos ter no voo quando a senhora que nos registava o check in disse, apos 20 minutos a atrofiar-se a escrever os nossos nomes, que precisavamos do visto de entrada na Australia.
Por essa altura, comecei a passar-me da cabeca com a mulher, enquanto a Cristiana tentava acalmar-me pacientemente...
Eu : Entao so agora eh que nos diz isso? O que e que voce esteve a fazer nos ultimos 20 minutos? Em Lisboa disseram-me que nao era assim...
Cristiana: Epa, nao era preciso estares assim.... A gente resolve isso agora, etc...
Sim, sei o que voces (Marcia, Jose Luiz, familia e amigos) estao a pensar: aqueles dois sao mesmo uns desorganizados. Pois deixem-me dizer-vos que eu chequei todas as embaixadas em Lisboa antes de arrancarmos e o visto para a Australia era upon arrival, nao before take-off!!!!
Adiante. Tivemos que ir buscar um visto a outro balcao... Que so abria as cinco da manha!!! Mais uma espera, periodo durante o qual a fila para o check in se tornou numa multidao de mais de 500 pessoas porque aquele era o check in de TRES voos!!!
60 dolares neo-zelandeses mais tarde, ostentando orgulhosamente os vistos dentro dos nossos passaportes, ficamos a saber que precisavamos de pagar a departure fee de 25 dolares cada um.
Com tanto custo inesperado e depois de termos perdido o lugar na fila de check in, a Cristiana ja suspirava ou, em bom portugues, ja bufava. Eu, pelo meu lado, so pensava: ainda bem que nao dormimos no sitio dos Back Packers....
Com todos os papeis na mao (confesso que aquela sessao de burocracia me fez lembrar Portugal no seu melhor), la seguimos para o aviao apos uma curta paragem na duty free shop.
Aterramos em Sidney umas tres horas e meia depois, sem saber de que terra eramos, nem que horas eram.... Mas estava la o John a receber-nos de bracos abertos e, depois, tudo pareceu melhor...
Nesse dia, ligamos mais tarde ao Jose Luiz e Marcia... Gostavamos de ter estado novamente convosco apos a nossa night out em Auckland umas duas semanas antes... Quis o destino que assim nao fosse... Mas sentimo-nos muito proximos de voces...
Queira o destino que nos encontremos mais tarde: no Rio ou em Lisboa... Quem sabe?
Todos sabemos que a vida nos reserva umas boas surpresas. Como foi aquela em que vos conhecemos...
Grandes beijos e abracos do Ricardo e Cristiana
PS. Contextualizacao para o pessoal de Portugal: a Marcia e o Jose Luiz sao um casal brasileiro com quem travamos um combate de boxe para agarrar o telefone do hostel em que ficamos hospedados em Auckland. Depois de correr o sangue, descobrimos que falavamos a mesma lingua, entao decidimos amenizar as coisas com um snack fora de horas num restaurantezito da cidade. Foi pouco tempo, mas soube a amizade. Em Sydney desencontramo-nos, agora o proximo encontro fica em aberto.
Decidimos nao dormir no Back Packers B&B porque teriamos que acordar as 3 da manha para apanhar o voo das 6h30m. Numa viagem destas, em que todos os tostoes ( e centimos!!) contam, isso seria um luxo. Ficamos, por isso, no terminal das chegadas domesticas - o unico aberto a partir da meia-noite - numa longa espera para o dia seguinte.
Ao principio queriamos deitar-nos sobre os bancos, mas tivemos alguma vergonha: ah e tal, parece mal, eh melhor nao... Enquanto debatiamos a questao, logo uma dezena de pessoas se ajeitou nos melhores cantos daquele terminal para prontamente tirar uma boa sesta...
Ou seja, ao bom estilo portugues, enquanto nos debatiamos a questao, os outros faziam... he he
Depressa perdemos a vergonha e logo tomamos conta de um pedaco de alcatifa junto a um rent-a-car... A Cristiana adormeceu logo, eu fiquei a ler o jornal feito sentinela. As 4 am, abriu o terminal das partidas e, apos uma amostra de pequeno almoco (dois croissants mistos para o Ricardo e apenas um com queijo para a Cristiana) prosseguimos para o check in, que acabara de abrir...
Olhamos um para o outro, comentando que esta seria a primeira vez que faziamos um check in tao cedo. Claro esta que pedimos tudo a que tinhamos direito (e que afinal nao era assim tanto): extra leg room - ou seja, lugar numa saida de emergencia que daria para esticar as pernas mais uns bons 50 centimetros, pelo menos...
Quando entramos no aviao umas horas depois, verificamos que tinhamos que estudar (poxa, estavamos de ferias!) o plano de emergencia do aviao, que nao podiamos colocar a bagagem de mao por baixo do banco da frente e que, afinal, o espaco extra era de apenas mais uns 15 centimetros e isso era porque nao dava para reclinar o banco. E pior do que tudo, nao nos podiamos descalcar...
Estavamos ja a imaginar o sono descansado que iriamos ter no voo quando a senhora que nos registava o check in disse, apos 20 minutos a atrofiar-se a escrever os nossos nomes, que precisavamos do visto de entrada na Australia.
Por essa altura, comecei a passar-me da cabeca com a mulher, enquanto a Cristiana tentava acalmar-me pacientemente...
Eu : Entao so agora eh que nos diz isso? O que e que voce esteve a fazer nos ultimos 20 minutos? Em Lisboa disseram-me que nao era assim...
Cristiana: Epa, nao era preciso estares assim.... A gente resolve isso agora, etc...
Sim, sei o que voces (Marcia, Jose Luiz, familia e amigos) estao a pensar: aqueles dois sao mesmo uns desorganizados. Pois deixem-me dizer-vos que eu chequei todas as embaixadas em Lisboa antes de arrancarmos e o visto para a Australia era upon arrival, nao before take-off!!!!
Adiante. Tivemos que ir buscar um visto a outro balcao... Que so abria as cinco da manha!!! Mais uma espera, periodo durante o qual a fila para o check in se tornou numa multidao de mais de 500 pessoas porque aquele era o check in de TRES voos!!!
60 dolares neo-zelandeses mais tarde, ostentando orgulhosamente os vistos dentro dos nossos passaportes, ficamos a saber que precisavamos de pagar a departure fee de 25 dolares cada um.
Com tanto custo inesperado e depois de termos perdido o lugar na fila de check in, a Cristiana ja suspirava ou, em bom portugues, ja bufava. Eu, pelo meu lado, so pensava: ainda bem que nao dormimos no sitio dos Back Packers....
Com todos os papeis na mao (confesso que aquela sessao de burocracia me fez lembrar Portugal no seu melhor), la seguimos para o aviao apos uma curta paragem na duty free shop.
Aterramos em Sidney umas tres horas e meia depois, sem saber de que terra eramos, nem que horas eram.... Mas estava la o John a receber-nos de bracos abertos e, depois, tudo pareceu melhor...
Nesse dia, ligamos mais tarde ao Jose Luiz e Marcia... Gostavamos de ter estado novamente convosco apos a nossa night out em Auckland umas duas semanas antes... Quis o destino que assim nao fosse... Mas sentimo-nos muito proximos de voces...
Queira o destino que nos encontremos mais tarde: no Rio ou em Lisboa... Quem sabe?
Todos sabemos que a vida nos reserva umas boas surpresas. Como foi aquela em que vos conhecemos...
Grandes beijos e abracos do Ricardo e Cristiana
PS. Contextualizacao para o pessoal de Portugal: a Marcia e o Jose Luiz sao um casal brasileiro com quem travamos um combate de boxe para agarrar o telefone do hostel em que ficamos hospedados em Auckland. Depois de correr o sangue, descobrimos que falavamos a mesma lingua, entao decidimos amenizar as coisas com um snack fora de horas num restaurantezito da cidade. Foi pouco tempo, mas soube a amizade. Em Sydney desencontramo-nos, agora o proximo encontro fica em aberto.

2 Comments:
Nossa, que coisa agradável, acordar de manhã, ainda tonta com a diferença de fuso, e ler uma mensagem pra gente...Vocês não existem! Ficamos chocados com a história do visto! Como aprendemos com esse casal maluquinho! Visto no aeroporto, nunca tinha ouvido falar...Vocês são nossos heróis!
Mandaremos em breve uma foto nossa com a árvore de Natal mais linda do mundo, que ganhei da minha amiga Cristiana. Favor manter o blog atualizado, já que quando estiverem no deserto, isso será impossível. Quer dizer, pra vocês essa palavra não existe, mas em todo caso...Beijos e abraços calorosos, José Luiz e Marcia.
Só para dizer que tenho MUITAS saudades vossas...
Beijões
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